Resenha: As Mulheres de Van Gogh - seus amores e sua loucura (★★★★★)


Boa tarde, pessoal! Dei uma sumida por aqui - por motivos de falta de tempo e dúvidas sobre tudo, mas voltei com algumas resenhas de livros finalizados nesse período de abstinência hehe 


Título:  As Mulheres de Van Gogh - seus amores e sua loucura
Autor: Derek Fell
Editora: Verus
Páginas: 250
Classificação: (★★★)




PS: Resenha elaborada sem intenções acadêmicas, apenas relatando a minha experiência com o livro

O livro possui uma abordagem muito peculiar. Conta toda a história de Vincent - como prefere ser chamado -, tendo como pretexto principal os seus relacionamentos. Conhecemos todo o seu lado humano - acredite, ele era um homem super humilde. Suas incertezas, dúvidas, inseguranças e, aos poucos, vamos entendendo como a crise, a miséria e o lado emocional tão forte foi chegando e tomando conta dele. Uma onda de decepções constantes e desesperanças amorosas se acumulam.

Bem, arrisquei minha vida por meu trabalho, e isso me custou metade da minha razão.


Conseguimos entender o inicio da sua "loucura" na própria relação familiar: Vincent recebeu o mesmo nome do irmão morto. Era uma projeção daquilo que o outro poderia ter sido, carregando todo um peso e rejeição.

Vincent ansiava por ser amado por si mesmo, e no entanto tinha o mesmo nome do irmão morto.

Sua mãe fora frustrada em alguns sentidos - principalmente por ter perdido um filho. E um ponto comum em todas as mulheres que despertavam Vincent era a incapacidade de algo, uma frustração. Ele sentia essa necessidade de cuidar e de fazer o possível pra diminuir o fardo que elas carregavam

Vincent explicou que não queria pintar figuras academicamente corretas nem as coisas como elas eram, e sim como as sentia


Todos os personagens foram muito bem apresentados. Temos um contato bem próximo principalmente com o seu irmão, Theo, justamente por ser ele quem o sustentava, mesmo que distante. 

O livro possui algumas das cartas que Vincent mandava frequentemente para o irmão, algumas para a irmã, Wil, para a cunhada, Johanna e, muito raramente, para a sua mãe.

Acompanhamos as suas mudanças de cidade, de perspectiva, amigos, emoções e estilos de pintura.


O livro é pequeno, porém traz uma enorme carga de informações. A forma como o autor narrou tudo e conduziu o enredo, nos prendeu e desperta um sentimento de carinho, pena e amor pelo personagem. Sofremos com ele e procuramos entender o que passa pela sua cabeça e o que o leva a tomar algumas atitudes.

Em sua angústia frustração, ele tinha esperança de que Theo também estivesse apaixonado: " espero que esteja ", declarou, " pois, acredite-me, mesmo as pequenas misérias do amor tem lá o seu valor. Às vezes a gente cai em desespero, a momentos em que parecemos estar no inferno".

Outro ponto positivo é que, obviamente, em alguns momentos de sua vida, existe mais de uma interpretação ou suposição de um fato ocorrido e o livro, na maioria das vezes, nos traz esses diferentes pontos de vista do fato mencionado.



Eu gostei TANTO desse livro que acabei ficando em uma ressaca quando terminei e, justamente por isso, demorei um pouco pra elaborar a resenha - o que prejudicou os detalhes da resenha, de certe forma. Fica até difícil expressar o quão envolvente ele é. Conhecia pouco sobre Vincent - apenas algumas breves mencionadas em aulas de História da Arte -, e esse livro me conquistou completamente!

Enfim, recomendo para todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre a história do autor, à pessoas que gostam de romances e de histórias envolventes e cativantes.




É assim que as coisas quase sempre acontecem na vida de um pintor; o sucesso é talvez a pior coisa que pode acontecer

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