Resenha: A Arquitetura da Felicidade (★★★★★)

Boa tarde, leitores!! Faz um tempinho que não apareço por aqui e isso acarretou em diversas resenhas acumuladas... Por isso, fiz uma enquete no Instagram, pelo meu perfil pessoal e pelo do blog, (me senti bem tecnológica utilizando novos recursos) perguntando qual livro vocês gostariam de ler a resenha antes! Somando os votos, a resenha de hoje ganhou (mas a outra resenha já sai semana que vem, calma!!). Não deixe de acompanhar os ig's pra ficar por dentro das novidades <3

A arquitetura, mesmo na sua forma mais consumada, será sempre um pequeno e imperfeito protesto contra o estado de coisas.


Título:  A Arquitetura da Felicidade
Autor: Alain de Botton
Editora: Rocco
Páginas: 267
Classificação: (★★★)


Como vocês já sabem, esse ano eu entrei na faculdade de arquitetura e urbanismo e acho que quase todo mundo que entra nesse curso passa por isso: ele remodela por completo os seus gostos/ideias, principalmente sobre o que é bom, arquitetonicamente falando. E, no meio desse processo, uma crise bateu - justamente sobre essa questão de boa ou má arquitetura, junto com outros pontos que acabam se envolvendo.
Não dá pra entrar nesse mérito tão à fundo, o que dificulta um pouco o desenvolvimento da resenha, mas a ideia de que eu comecei a ler esse livro no meio de uma "crise", era o que eu precisava aqui.

A premissa para se acreditar na importância da arquitetura é a noção de que somos, queiramos ou não, pessoas diferentes em lugares diferentes - e a convicção de que cabe à arquitetura deixar bem claro para nós quem poderíamos idealmente ser.

Comecei a leitura sem saber do que se tratava e devo admitir que foi uma surpresa super positiva! O livro é dividido em 6 capítulos: A importância da arquitetura, Em que estilo se deve construir?, construções que falam, lares ideais, as virtudes das construções e a promessa do campo. Assim dá pra ter uma ideia mais geral do conteúdo e, pra facilitar a desenvoltura, estabeleci o roteiro da resenha seguindo as frases que anotei durante a leitura. Vamos lá?!

PS: a resenha será desenvolvida sem nenhum termo técnico ou um viés mais formal. Seguirá no mesmo estilo das outras já postadas aqui no blog :)



O livro frisa muito bem que nós mudamos de gosto diversas vezes ao longo da vida (né non?) e que a casa que achamos bonita hoje, amanhã pode não ser mais tão bela assim. Uma coisa até pior: ela pode deixar de nos fazer bem! Essa é outra questão abordada: o quanto a nossa moradia pode influenciar o nosso humor, nossas atitudes e até a nossa própria personalidade. Ou como ela pode nos acalmar ou nos estressar durante o dia-a-dia.

Sensibilidade à arquitetura tem também seus aspectos mais problemáticos. Se um único aposento é capaz de alterar o que sentimos, se a nossa felicidade pode depender da cor das paredes ou do formato de uma porta, o que acontecerá conosco na maioria dos lugares que somos forcados a olhar e habitar?



Embora esta casa não tenha soluções para uma grande parte dos males que afligem deus ocupantes, seus aposentos são evidência de uma felicidade à qual a Arquitetura deu a sua característica contribuição



Um dos motivos da minha crise, engloba um pouco dessa parte de "estilos de construção" e qualidade arquitetônica. Devo admitir que já comecei a leitura desse capítulo com um pé atrás, mas o que o autor mostrou vai muito além da teoria... querendo ou não, arquitetura lida com pessoas, com a saúde e com o emocional. É algo extremamente delicado e foi esse viés mais 'sensitivo' que mais me conquistou durante a leitura.

A arquitetura mais nobre pode às vezes fazer menos por nós do que um cochilo à tarde ou uma aspirina

Já que uma obra arquitetônica tem tanto poder sobre nós, o que nós procuramos nelas?
Esse foi outro ponto desenvolvido com maestria e que mudou a minha forma de pensar sobre o que é belo para mim. O autor aponta que uma das coisas que nós procuramos numa construção é as mesmas características que procuramos em um amigo.

O que buscamos numa obra de Arquitetura não está, afinal, tão longe do que procuramos num amigo. Os objetos que descrevemos como belos são versões das pessoas que amamos.

Parece meio estranho, eu sei. Mas se pararmos pra pensar, sutileza, algo convidativo, calmaria ou extroversão são, sim, características que podem estar presentes tanto em uma casa, quanto em um amigo.
Quem é muito agitado pode procurar equilibro. Pessoas desorganizadas podem se sentir mais atraías por ambientem mais limpos, que remetem uma organização a ser alcançada. Alguém mais sistemático e que sofre com isso, pode se interessar por um ambiente mais despojado. E assim vai... procuramos aquilo que nós gostaríamos de ser/ter.

(...) os ambientes refinados podiam nos fazer avançar em direção à perfeição. Um prédio belo poderia reforçar a nossa decisão de sermos bons.

Sentimos prazer diante de uma aparência de leveza ou delicadeza frente à pressão - colunas assim parecem nos perecer uma metáfora de como nós gostaríamos de nos comportar com relação ao peso que somos obrigados a carregar.





O que buscamos, no nível mais profundo, é parecer com os objetos e lugares que nos tocam pela sua beleza, mais do que possuí-lis fisicamente.

(...) nos alerta para mais uma coisa que temos que exigir dos prédios: além de suas partes estarem em harmonia entre si, a construção como um todo deve harmonizar-se com o ambiente onde está; deve nos falar dos valores significativos e das características de suas próprias localidades e eras.

Isso sintetiza muito bem uma outra grande parte do livro. Nem sempre dá para cada pessoa fazer o que ela própria acha bonito em sua residência. Mais cedo ou mais tarde, tudo se transformará em poluição e desgosto visual. Podemos relacionar isso até com cidadania - abdicar, só um pouquinho, do seu gosto, para um todo social melhor e mais agradável. Além dos outros dois pontos contidos na frase: a harmônia entre si mesmo e mostrar um pouco do local onde se encontra e de sua época.

Um prédio adequadamente contextualizado pode ser definido como aquele que incorpora alguns dos valores mais desejáveis e as mais altas ambições da sua era e lugar - um prédio que sirva como receptáculo de um ideal viável.



É mais ou menos isso que o livro aborda. Espero ter conseguido transmitir um pouco da sua essência. Recomendo para todos que tenham pelo menos algum interesse na área... ele te faz enxergar as coisas que você acha bonitas de outra maneira. Caso eu precisasse renomear o livro, o titularia de A Psicologia da Arquitetura, porque foi mais ou menos isso que eu senti durante a leitura. O livro traz, sim, alguns nomes mais técnicos e específicos da área, mas nada que interfira no desenvolvimento da leitura.


O fracasso dos arquitetos em criar ambientes agradáveis espelha a nossa incapacidade de encontrar Felicidade em outras áreas da vida. A má arquitetura é, no final, um fracasso tanto de psicologia quanto de projeto. (...) a tendência a não compreender quem nós somos e o que nos deixará satisfeitos.


Os lugares que chamamos de belos são, ao contrário, obra daqueles raros arquitetos com q humildade para se indagar corretamente sobre os seus desejos e com a tenacidade para traduzir duas fugazes percepções do que é Felicidade em projetos lógicos - uma combinação que lhes permite criar ambientes que satisfaçam as necessidades que temos, mas nunca conhecemos conscientemente.



É no diálogo com a dor que muitas coisas belas adquirem o seu valor (...) Talvez, muito além de todas as outras exigências, tenhamos de estar um pouco tristes para que os prédios possam nos emocionar de verdade.


Essa frase aborda as artes em geral e foi um ponto que me causou muita reflexão... Sempre que estamos mais "tristes" ou com o emocional mais aguçado, parece que reparamos mais e que temos um feeling diferente para arte, coisas que não sentiríamos em um dia dito por 'normal' simplesmente aparecem.

Nossos momentos de depressão proporcionam à arquitetura e à arte as suas melhores oportunidades, pois nesses momentos o nosso anseio por qualidades ideias está no auge.

A tensão entre curvas e linhas retas numa palhadas ecoa a tensão entre razão e emoção em nós mesmos.



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Resenha: As Mulheres de Van Gogh - seus amores e sua loucura (★★★★★)


Boa tarde, pessoal! Dei uma sumida por aqui - por motivos de falta de tempo e dúvidas sobre tudo, mas voltei com algumas resenhas de livros finalizados nesse período de abstinência hehe 


Título:  As Mulheres de Van Gogh - seus amores e sua loucura
Autor: Derek Fell
Editora: Verus
Páginas: 250
Classificação: (★★★)




PS: Resenha elaborada sem intenções acadêmicas, apenas relatando a minha experiência com o livro

O livro possui uma abordagem muito peculiar. Conta toda a história de Vincent - como prefere ser chamado -, tendo como pretexto principal os seus relacionamentos. Conhecemos todo o seu lado humano - acredite, ele era um homem super humilde. Suas incertezas, dúvidas, inseguranças e, aos poucos, vamos entendendo como a crise, a miséria e o lado emocional tão forte foi chegando e tomando conta dele. Uma onda de decepções constantes e desesperanças amorosas se acumulam.

Bem, arrisquei minha vida por meu trabalho, e isso me custou metade da minha razão.


Conseguimos entender o inicio da sua "loucura" na própria relação familiar: Vincent recebeu o mesmo nome do irmão morto. Era uma projeção daquilo que o outro poderia ter sido, carregando todo um peso e rejeição.

Vincent ansiava por ser amado por si mesmo, e no entanto tinha o mesmo nome do irmão morto.

Sua mãe fora frustrada em alguns sentidos - principalmente por ter perdido um filho. E um ponto comum em todas as mulheres que despertavam Vincent era a incapacidade de algo, uma frustração. Ele sentia essa necessidade de cuidar e de fazer o possível pra diminuir o fardo que elas carregavam

Vincent explicou que não queria pintar figuras academicamente corretas nem as coisas como elas eram, e sim como as sentia


Todos os personagens foram muito bem apresentados. Temos um contato bem próximo principalmente com o seu irmão, Theo, justamente por ser ele quem o sustentava, mesmo que distante. 

O livro possui algumas das cartas que Vincent mandava frequentemente para o irmão, algumas para a irmã, Wil, para a cunhada, Johanna e, muito raramente, para a sua mãe.

Acompanhamos as suas mudanças de cidade, de perspectiva, amigos, emoções e estilos de pintura.


O livro é pequeno, porém traz uma enorme carga de informações. A forma como o autor narrou tudo e conduziu o enredo, nos prendeu e desperta um sentimento de carinho, pena e amor pelo personagem. Sofremos com ele e procuramos entender o que passa pela sua cabeça e o que o leva a tomar algumas atitudes.

Em sua angústia frustração, ele tinha esperança de que Theo também estivesse apaixonado: " espero que esteja ", declarou, " pois, acredite-me, mesmo as pequenas misérias do amor tem lá o seu valor. Às vezes a gente cai em desespero, a momentos em que parecemos estar no inferno".

Outro ponto positivo é que, obviamente, em alguns momentos de sua vida, existe mais de uma interpretação ou suposição de um fato ocorrido e o livro, na maioria das vezes, nos traz esses diferentes pontos de vista do fato mencionado.



Eu gostei TANTO desse livro que acabei ficando em uma ressaca quando terminei e, justamente por isso, demorei um pouco pra elaborar a resenha - o que prejudicou os detalhes da resenha, de certe forma. Fica até difícil expressar o quão envolvente ele é. Conhecia pouco sobre Vincent - apenas algumas breves mencionadas em aulas de História da Arte -, e esse livro me conquistou completamente!

Enfim, recomendo para todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre a história do autor, à pessoas que gostam de romances e de histórias envolventes e cativantes.




É assim que as coisas quase sempre acontecem na vida de um pintor; o sucesso é talvez a pior coisa que pode acontecer

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A Nossa Data de Validade

Acabou! Agora eu consigo dizer que acabou. E não é mais um simples texto que começa falando que tudo vai terminar, e termina comigo desistindo de terminar. Dessa vez vai acabar como começou: acabando!

Eu sei que acabou pois desde ontem não me vejo mais com você. Não nos vejo viajando juntos e nem discutindo sobre qual escola matricular os nossos filhos. Demorei pra aceitar isso, mas acho que a gente começou com uma data de validade já predeterminada. Uma vez me falaram que tudo na vida tem data de validade, e eu insisti em acreditar que o nosso amor não teria. Eu poderia, sim, ter a minha e você a sua, mas a da nossa relação, não! Tenho que admitir que fui teimosa o suficiente pra acreditar por tanto tempo nessa ilusão. Ainda dói. 




Sabe, eu ainda tenho vontade de criar uma fantasia e falar que tudo vai durar pra sempre, dizer que foi só um mal entendido e que eu não quis dizer o que eu disse. Ir correndo para o seu abraço e fingir que tudo vai ficar bem. Mas eu sei que não vai mais! 

As nossas peças deixaram de se encaixar. Se é que algum dia chegaram ao encaixe perfeito... Será que não foi só teimosia nossa tentando fazer algo incompatível dar certo?! Bom, isso eu já não sei. Mas não me arrependo. Eu te amei verdadeiramente e criei um futuro perfeito pra gente. Falando em futuro, preciso adicionar à lista de coisas pra fazer: "criar um novo futuro", e dessa vez sem você! De preferência sem homem nenhum... Se vier é bônus, mas cansei de ter que construir e desconstruir todas as vezes que algum relacionamento acaba. Bom, enfatizei já lá no inicio desse texto qual seria a conclusão e é isso que eu tenho pra te dizer: acabou - depois de muito tempo!

Resenha: Quando tinha cinco anos eu me matei (★★★★★)


Autor: Howard Buten
Editora: Rádio Londres
Nº de páginas: 185
Gênero: Drama



Por Isaac Duarte



Quando tinha cinco anos eu me matei é um livro de título bastante forte e talvez até intimidador, há de se reconhecer. Contudo, sua proposta é muito mais terna do que dá a entender quando apenas olhamos para sua capa. 

"E a Jessica começou a chorar. Ela chorou e chorou muito dentro do carro, toda encurvada para frente, e eu não sabia o que fazer. Então eu abri os braços, como o papai faz quando eu tenho pesadelo, e abracei a Jessica. Abri os braços, e ela veio se encostar em mim, na minha frente. Abracei a Jessica dentro do carro. Abracei bem apertado, enquanto os adultos olhavam pelas janelas em volta da gente."

Em primeiro lugar, é interessante nos atermos a alguns fatos: o livro foi escrito em 1980 e seu autor, Howard Buten, exercia as profissões de psicólogo, escritor e clown (palhaço, em inglês), sendo que de alguma forma, essas linhas profissionais o ajudaram a compreender muito bem o universo infantil, como também seus dramas e complicações. Dessa forma, Buten optou por utilizar o drama e escrever esse romance em primeira pessoa, da perspectiva da personagem principal: Burt Rembrandt, um menino de apenas 8 anos que apresenta traços de autismo (embora não vejamos no livro alguma citação direta à sua condição de autista, mas os sintomas falam por si). Vale citar o fato de que Buten conheceu um garoto autista quando ainda era jovem, o que o levou a seguir carreira como psicólogo e até a criar uma clínica de apoio a jovens autistas. Logo, com tudo isso, temos o palco montado para uma forte e efêmera narrativa que descreve com maestria a ótica de mundo de uma criança e sua perspectiva diferenciada. E o resultado disso é simplesmente fascinante!


Burt é um rapaz que descreve precisamente sua visão das coisas. Ele possui uma imaginação muito fértil e um senso de humor sarcástico mas também inocente ao mesmo tempo. As constantes observações infantis do garoto sobre coisas que as pessoas mais velhas já estão acostumadas geralmente rendem boas risadas, também:

"Tinha uma foto na mesa do doutor Nevele, de crianças, e tinha uma foto de Jesus Cristo que eu acho que é falsa, porque eles não tinham, câmera na época. Ele estava na cruz, e alguém havia pendurado uma placa em cima dele escrito INFO. Isso quer dizer que você pode pedir informações para ele."

O menino também é bastante inteligente, sendo campeão de disputas de soletração, por exemplo. Ele também devaneia com frequência, e quando o leitor menos espera, a imaginação do rapaz já tomou conta de uma cena que a princípio parecia muito realista:

"Tinha cortina nas janelas da Jessica. Eu fiquei meia hora olhando para as janelas. Eu sabia as horas porque estava com o meu relógio que ganhei de Hanucá e depois perdi. Enquanto eu estava olhando para a cortina da Jessica, abriu um buraco na calçada embaixo dos meus pés [...]. Era um buraco de trinta metros e tinha dinossauros e fogo lá embaixo. Eu pulei por cima e caí na grama do outro lado. Então olhei para o outro lado da rua e vi que a Jessica tinha me visto e falou: 'Puxa, que rapaz corajoso!'"

O sentimento que Burt nutre por Jessica é, de certa forma, o fio condutor da história. O garoto fez algo ruim e traumático para a menina (fato esse que é citado de maneira vaga até o fim do livro, para prender a atenção do leitor) e por isso foi mandado para um Centro de Internamento Infantil. A narrativa, portanto, acaba se dando de maneira não linear, sendo que Burt ora narra os eventos anteriores ao seu internamento (mais precisamente pouco antes de conhecer Jessica), ora narra os eventos posteriores a este incidente, intercalando os dois diferentes momentos. Vemos como era sua vida e sua paixão pela menina antes de cometer seu "crime", e também vemos seus sentimentos de solidão e revolta muito mais potentes uma vez que ele está internado.


O livro tange as emoções infantis de um garoto que caminha às portas da puberdade, não sabe expressar com destreza seus sentimentos e é, de fato, um pouco mimado e irritadiço. Há momentos em que o leitor fica indignado com suas birras e chiliques, e outros em que a ingenuidade e ternura do menino nos fazem lembrar que apesar de tudo, ele é apenas uma criança com dificuldades de se relacionar com os outros. É impossível ler o livro e não criar uma forte relação de empatia com Burt, enquanto ele narra seus dias e nos traz de volta às lembranças de quando nós mesmos éramos apenas crianças. 



Essa obra-prima de Howard Buten consegue ser emocionalmente intensa sem beirar o melodrama, e desperta dentro de cada leitor um sentimentalismo voraz, mas saudável. Os conflitos que surgem entre a visão infantil e a visão adulta de mundo acabam nos trazendo uma ótica nova das coisas, e com sorte, cada leitor que fizer essa leitura de coração aberto encontrará um pouco mais de entendimento e amor pelo próximo. Burt representa nossos medos e aspirações. Os vícios e as virtudes humanas foram muito bem representados na forma deste pequeno rapaz de oito anos, e eu convido você, que lê essa resenha, a dar uma chance à história dele e voltar um pouco à mais profunda pureza e intensidade que as crianças têm!



Resenha: Panelaterapia - receitas para fazer da cozinha o seu divã (★★★★★)


Bom dia, pessoal!

Nesse dia de feriado nacional, preparei uma resenha que é diferente de tudo o que vocês já viram por aqui... É a primeira resenha de livro de receita aqui do blog!

Título:  Panelaterapia - receitas para fazer da cozinha o seu divã
Autor: Tatiana Romano
Editora: Belas Letras
Páginas: 133
Classificação: (★★★)


O  livro foi recebido em parceria com a editora Belas-Letras e logo de cara me chamou atenção por causa da sua proposta diferenciada: a cozinha vira uma espécie de divã de psicólogo. Como assim, Natasha? Sim, isso mesmo! As receitas são divididas em 4 categorias: raiva, tristeza, medo e alegria. São receitas pra você fazer quando estiver com um desses sentimentos mais aflorados.



Já no início do livro a autora nos conta um pouco melhor da sua trajetória e de como esse livro surgiu. A Tatiana é forma em psicologia e sempre teve uma vida SUPER corrida. Quando conseguiu ter um dia livre, o domingo, ela aproveitava pra fazer algumas tarefas de casa pela manhã e, durante à tarde, se dedicava à culinária.

Conforme a vida foi seguindo e tomando o seu rumo, o blog surgiu e começou a tomar cada vez um espaço maior na vida dela. Foi no meio de tudo isso, refletindo sobre as emoções que a cozinha consegue lhe causar, que surgiu a proposta desse livro. A autora também deixa claro que a classificação escolhida foi feita muito mais pelo feeling de cozinheira do que por técnicas e conceitos colunários.

Agora que já está tudo devidamente explicado, vamos conhecer um pouco mais sobre as receitas que o livro nos apresenta!



Como eu não sou a maior expert na culinária - muito menos com técnicas e coisas clássicas -, vou comentar de forma bem direta sobre cada parte.

No inicio de cada parte do livro, encontramos um texto sobre aquele determinado sentimento, explicando melhor cada um deles, dando exemplos e explicando melhor qual é a proposta com aquelas receitas.

Raiva:

o objetivo nessa parte foi juntar algumas receitas que possuem um movimento repetitivo que, de acordo com a autora, é perfeito para proporcionar momentos de reflexão quando se está com essa emoção. Achei que tudo casou muito bem, principalmente porque sovar um pão ou mexer loucamente uma polenta também da uma aliviada na alma hehe

A maioria das receitas dessa parte são salgados, como por exemplo diversos tipos de risoto, pão de calabresa, polenta cremosa com molho de frango, entre outros.



Tristeza:

Um dos critérios utilizados nessa seleção é levantar o astral. Na maioria das vezes, quando esse sentimento bate, perdemos até a vontade de comer e de principalmente preparar algo. Então são receitas que também possuem uma preparação divertida e contém ingredientes que melhoram a instabilidade emocional.

Como já deveríamos prever, a maior parte dessa seleção é doce. Encontramos mousse, bolo, tortas, cookies e até algumas bebidas (refrigerante caseiro de gengibre e dois sucos), entre outros.

Medo:

Esse capítulo nasce mais como um desafio. Na introdução a autora nos fala um pouco sobre alguns medos até na culinária, como por exemplo o medo de que uma panela de pressão exploda ou de um pudim desmoronar quando for desformado - e ela acertou em cheio, medos bem comuns, não é mesmo?! Então encontramos receitas mais desafiadoras que estão aí para que nós nos superemos.

As receitas apresentadas são mais diferenciadas, como por exemplo um pudim de milho verde, costelinha de porco com laranja e mel, pudim light de laranjo e até um ovo "frito"sem óleo.

Alegria:

Essa seleção nos trazem receitas separadas para os pequenos momentos, como a autora dá de exemplo, um almoço de domingo, um drink no fim do dia ou um jantar romântico. Pequenas coisas que fazem a vida valer à pena!

Algumas receitas apresentadas: massa de pizza fácil, batatas picantes, bolinho de canela e pudim de leite condensado.


Todas as receitas foram ilustradas com foto. Recomendo esse livro pra quem tem interesse em culinária, ele traz uma proposta bem diferente e com receitas ótimas e gostosas. Além de ter algumas super fáceis e outras mais complexas. Acredito que ele abrange um grande número de cozinheiras, desde as mais iniciantes até as que já estão há algum tempo no ramo! 



A edição está super maravilhosa, como sempre, a editora caprichou muito no resultado final. É capa dura e no final temos um espaço de anotação para cada uma das 4 partes do livro :)


Quem aí já conhecia o blog panelaterapia ou já ouviu falar do livro? Vocês costumam cozinhar??

Espero que tenham gostado
XOXO


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Resenha: Diário de uma Missão (★★★★★)


Olá, leitores, tudo bem??

A resenha do livro de hoje tem um tom diferente de todas as que já vimos por aqui

Título: Diário de uma Missão
Autor: Anelise Rodrigues
Editora: Inverso
Classificação: (★★★)


Conheci o livro através do lançamento que teve aqui em Curitiba - minha cidade - pelo convite da própria editora, InVerso, que é parceira aqui do blog. Admito que me interessei muito pela proposta por se tratar de uma missionária. Todos sabemos que existe esse tipo de atividade vinculada à igrejas, mas muito raramente temos um conhecimento mais aprofundado sobre as dificuldades que alguém, que se dispõe a embarcar nessa aventura, passa.


A leitura começou com bastante descrição e eu demorei um pouco para embarcar no livro. Mas assim que isso aconteceu, era quase impossível parar de passar as páginas. A autora inicia a obra desde a saída da sua cidade, passando pelo embarque ao local desconhecido, todas as aventuras vividas lá e, finalizando, com o retorno à cidade. Conseguimos ver o amor na atitude de cada um e também através da forma como a autora relata tudo à nós.

Em poucas palavras, disse que o êxito no campo depende primeiramente da maneira com que o missionário se posiciona diante das pessoas: se em superioridade ou igualdade.

Acompanhamos a saída e chegada a cada uma das cidades e dos povoados. O livro é narrado em primeira pessoa e é por ordem cronológica, como um verdadeiro diário. O que nos dá um sentimento de proximidade da história.


Nos deparamos com uma realidade totalmente diferente da nossa e acaba nos dando um real choque de realidade. Vemos a desigualdade social, a humildade das pessoas, receptividade, amor e como têm pessoas que realmente se doam pela causa dos menos favorecidos - não só os missionários, mas também diversos outros "personagens" que cruzaram a história. Como mencionei no inicio, encontramos diversas dificuldades que foram encontradas no trajeto - abrir mão de alguns luxos, problemas no caminho, diferença de cardápio, etc - não dá pra desenvolver muito sobre essas "surpresas" justamente por ser essa a graça do livro. Cada virada de páginas conseguimos nos surpreender com uma atitude, um acontecimento ou uma história.

Isto porque, para o missionário, a missão, mais do que um ofício, é uma razão de viver.

O livro não possui nenhuma denominação realmente explicita - um ponto muito positivo. No decorrer de toda a leitura, vemos um grande respeito por todos e por suas respectivas crenças. Além de ser repleto de versículos que ilustram toda a viagem e caminhada do grupo. A arte está linda! Super caprichada, repleto de fotografia, com capítulos rápidos e envolventes.

Recomendo para todos que têm interesse em saber mais sobre essa área, para as pessoas que gostam de viajar e também - obviamente - para os cristãos ♥ é um livro maravilhoso e cheio de mensagens. Nos faz refletir e observar melhor a nossa conduta perante à vida e aos outros.



Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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Resenha: Precisava de Você (★★★★★)


Olá, leitores, tudo bem?!

Hoje tem uma resenha de um livro super gostoso de se ler da Belas Letras!

Quem viu o vídeo que eu postei no canal sobre a maratona literária pretendida para as férias, viu que um dos livros é "Precisava de Você", e é justamente sobre ele que vamos falar hoje!

Título: Precisava de Você
Autor: Pedro Guerra
Editora: Belas Letras
Páginas: 224
Classificação: (★★★)


Acho que a melhor maneira de se livrar de alguma coisa (neste caso, de alguém) é colocando pra fora. Então é isso que eu vou fazer. Eu vou te "exorcizar" de mim.

Eu nunca comecei uma resenha com uma frase do livro, mas essa que foi mencionada sintetiza bem a base do enredo. Lola Tavares teve uma recente "desilusão amorosa" e, pra sair desse beco quase sem saída conhecido por: nossos sentimentos criados, ela resolve jogar tudo pra fora nesse livro, todos os encontros, sentimentos e ilusões.



Lolita já está na faculdade e é um pouco diferente das garotas comuns, ela entra nas brincadeiras de quem come mais, não liga pra algumas coisas, não é tão preocupada com aparência e nunca realmente amou alguém. Certo dia ela se apaixona esperando o seu ônibus: o garoto do outro lado da rua era perfeito (quem nunca achou crushs no meio da rua e em busões?!). Consciente de que ela nunca iria encontra-lo novamente e sem ter até o nome, a única coisa que ela consegue fazer é compartilhar o quão perfeito ele era com o seu melhor amigo gay - personagem também muito presente na história.

Ninguém quer quebrar a cara no amor, Lolita... Mas todo mundo tem um coração pronto para ser quebrado alguma vez na vida...

Eis que a vida vem pra surpreender e Lola acaba cruzando com o menino novamente: ele era namorado de uma amiga. Depois de o casal terminar, Lola Tavares e Gabriel Vegas começam a sair. Mesmo TODOS avisando para ela tomar cuidado com o tipo de garoto que ele é - um badboy em pessoa - ele acaba se revelando de forma diferente para Lola, que acaba indo cada vez mais fundo no relacionamento, mas, claro, sempre com um pouco de dúvida.

É engraçado como o amor pode nos destruir de todos os jeitos.



E essa dúvida sobre o caráter do Gabriel é passada para nós, leitores. Fiquei o livro inteiro oscilando em "Lola, sai dai" e em "pode ir fundo, shippei".

Como a própria sinopse do livro já revela (e a frase que eu coloquei no início da resenha, também), é mais um "desromance", então já temos uma ideia de como vai acabar. Mas isso também é um ponto positivo do livro: além de o autor ter conduzido tudo de tal forma que foi super divertido acompanhar os encontros e desencontros, dramas e realidade da vida da Lola, o final foi muito bem elaborado. Você vai lendo e fica com um "ah não" de surpresa estampado na sua cara - realmente não posso falar mais sobre, pra não soltar spoilers hehe.

E aquilo foi tão divertido. Quer dizer, têm coisas que só um amor adolescente babaca pode te proporcionar é aquela era uma delas.



Os personagens são construídos de tal forma que eles são quase que palpáveis de tão reais. O livro é descontraído, leve e bem real - uma história que eu ou você poderíamos ter escrito, afinal, quase todo mundo já teve um Gabriel Vegas em sua vida. O livro é narrado em primeira pessoa, como se fosse uma espécie de diário da Lola, o que deixa tudo ainda mais cativante e a edição é simplesmente maravilhosa - cheio de desenhos e formas de letras diferentes que realmente conseguem passar tudo o que a garota estava sentindo naquele momento que escreveu aquele trecho.


PS: a minha edição é a vermelha, mas também têm diversas outras, principalmente algumas comemorativas.

O amor cansa, cansa muito. Física e psicologicamente. A falta dele mais ainda.

Confira a música "Metáfora" composta pelo autor e cantada pela Rhaysa Santos para representar a protagonista do livro:


Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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Maratona Literária 2017 - Julho: Início

Olá, pessoal, tudo bem?

Quem me acompanha pelo canal viu que eu postei um vídeo já no início das minhas férias sobre os livros que eu pretendo ler durante esse mês! (Sim, finalmente um mês inteiro de férias)

O post atrasou um pouquinho já estamos na metade, mas o que importa é que está aqui pra você ver e acompanhar as resenha que eu vou liberando durante os próximos dias ♥

E se você ainda não é inscrito/a no canal, não se esqueça de fazer isso pra ficar por dentro de todas as novidades! Tem um link aqui e também a opção de inscrever-se na barra lateral direita :)

Vamos conferir o vídeo?!


Espero te ver mais aqui no blog e lá no canal ♥
XOXO

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Obrigada

Mesmo as coisas não tendo dado certo, eu queria te agradecer. Agradecer por ter me servido tantas e tantas vezes de inspiração para textos bobos, agradecer pelos sorrisos que você me proporcionou e pela leveza que você trazia ao meu dia e à minha rotina. Agradecer pelos abraços, conselhos, ajudas e palavras. 



Você pode achar estranho agora, e eu também, mas eu queria agradecer pelo vazio que você me deixou e pelas lágrimas que você arrancou. Tudo isso me fez amadurecer. Claro que tudo isso também me trouxe dias e momentos de tristeza em que eu só queria correr pra um abraço seu e fingir que tudo isso não passou de um terrível pesadelo. Mas é preciso de momentos assim para vermos o que estamos fazendo de errado. Para gente aprender a se valorizar e a crescer. Para descobrir o que realmente queremos e onde pretendemos chegar. Obrigada por ter me feito pensar durante tanto tempo. Por ter me feito pensar sobre você, sobre nós, mas, principalmente, sobre mim. Obrigada por ter dado a oportunidade de eu me redescobrir a cada lágrima e de me procurar em cada sorriso - aqueles que eu achava que só tinha você.

Obrigada pelos dias tristes e pelos dias felizes, pelos sorrisos e pelas lágrimas!

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Resenha: Quando eu era Invisível (★★★★★)


Olá, leitores, tudo bem??

Hoje temos resenha de um livro que eu recebi da Astral Cultural ♥ foi um dos lançamentos desse ano e devo dizer que ele é simplesmente maravilhoso! Vamos conhecer um pouquinho mais da história??

Já peço desculpas pelo tamanho da resenha, mas esse é realmente um livro cheio de conteúdo e foi inevitável.

Ele é um dos livros que eu me propus a ler na maratona de férias, se quiser conferir, clica aqui!

 Título: Quando eu era Invisível

Autor: Martin Pistorius
Editora: Astral Cultural
Páginas: 272
Classificação: (★★★)


Quem nos conta a história é Martin (sim, o personagem e real autor do livro), já com 25 anos ele se encontra literalmente como observador passivo. Tudo acontece ao seu redor, ele observa o dia-a-dia das enfermeiras da clinica onde passa parte dos dias, escuta as suas confidências mais secretas faladas para o "nada", é quem recebe o cuidado de todas elas - algumas mais grosseiras e poucas que realmente o fazem com amor -, observa a comunhão de sua família quando chega em casa a noite, se diverte com seu pai levando-o pra casa ouvindo rádio e recebe a maioria do tratamento por olhares que veem além dele. Quase ninguém acredita que tem uma mente pensante por trás daquele ser aparentemente em estado vegetativo.



Pesado tudo isso o que eu falei até agora? Sim! O livro conta um pouco da sua história: Até os 12 anos o garoto fora uma criança normal: muito feliz e viciada em legos. Até que uma doença degenerativa apareceu e levou tudo o que ele tinha e o filho que os pais tanto amavam. O garoto perdeu os movimentos e a consciência. Porém, durante o tratamento, ele foi recuperando aos poucos a consciência, no início ele lutava pra que o percebessem, pra que não o tratassem como mero objeto. Tentava fazer movimentos, mas todos os seus membros não respondiam aos seus comandos como deveriam e simples abaixadas lentas de cabeça eram consideradas como movimentos involuntários que pessoas nesse estado tinham constantemente.

E foi só naquele momento, aí sentir os braços de meu pai me segurando de pé e a sua força me mantendo firme, que percebi que o seu amor era forte o suficientemente para me proteger de um oceano


Depois de 6 anos tentando lutar para ser visto, ele aceitou o seu papel de observador e aprendeu a ser prisioneiro do seu próprio corpo da melhor forma possível. Acompanhamos diversos de seus pensamentos, como por exemplo um relógio passando, e assim entendemos tudo o que se passa na cabeça do protagonista e como que ele vê o mundo. Durante esses pensamentos, somos apresentados à algumas histórias antigas e conhecemos um pouco mais da sua família e de seu cotidiano.



Tudo começa a mudar quando Virna aparece. Ela é uma das mulher que cuida dele, mas, diferente das outras, Virna acredita que de alguma forma alguma coisa dentro de Martin é diferente dos demais pacientes da clinica. Ela vê alguém naquele corpo praticamente inútil, é a primeira a ter fé. Depois de convencer a família de fazer uma série de testes, eles realmente afirmam que sim, ele é diferente!

A sua fé em mim é tão forte que preciso retribuir

Já se passando um ano depois do teste feito, um software chega pra mudar a sua vida. Martin e sua mãe passam dias adicionando palavras em seu vocabulário virtual no computador. O garoto aprende de tal forma que começa a quase já fazer sozinho. Aprende a lidar com seu computador e aos poucos começa a ter um pouco de controle sobre a mão direita, o que lhe ajuda.



Depois desse meio de comunicação, vemos um salto enorme na vida dele. Por ser um caso raro, começa a participar de vários congressos médicos e depois de alguma luta, consegue o seu primeiro emprego! E logo depois mais outro. Quando vemos ele já está trabalhando na antiga clinica ajudando com a manutenção dos computadores, trabalhando no campo que foi tratado e assim por diante. A partir desse momento vemos que houve um grande salto e que até as preocupações e limitações dele começam a mudar: antes ele só observava o amor, agora ele deseja um; antes ele desejava um meio de se comunicar, agora ele anseia por diferenças de intonações e espaçamentos que definam a fala.

Por mais que eu tente não me preocupar, acho quase impossível aceitar que o meu desejo de amor que arde tão fortemente dentro de mim nunca será retribuído



Com noção das suas dificuldades e deficiências, ele começa a aceitar que nunca terá o tão desejado amor em sua vida, afinal, já se declarou algumas vezes e não foi correspondido. Eis que um dia estava conversando por skype com sua irmã e duas amigas dela, que ele se apaixona. Podemos dizer que não foi um amor de mão única, mas, além da distância nesse possível relacionamento, encontramos toda a dependência do Martin para viver e familiares e amigos que ficam desconfiados - além de olhares tortos que eles com certeza sempre receberão.

Afinal, o amor é outra forma de fé. Eu sei que o nosso é real e tenho plena fé nele.



Esse é o enredo base, o autor, e próprio personagem, conduziu tudo de forma maravilhosa! Tenho certeza que foi um livro que já inspirou milhares de pessoas, assim como me inspirou. Muitas vezes reclamamos por tão pouco e fazemos das nossas barreiras tão grandes quando elas nem se comparam com 1/3 das enfrentadas por Martin. Conforme o livro vai avançando, ele revela algumas das coisas que ele já sofreu nas diversas clinicas: ser obrigado a comer comida pelando, horrível e rápido, quando ele preferiria até ficar sem comer, mas nunca conseguir externar isso. Pegadas muito fortes, olhares vazios e até abusos. E, realmente por tudo o que ele passou, é exemplar o comportamento, visão de vida e vontade de continuar vivendo.

É a fé dela em mim que me diz que estou certo em arriscar tudo por esse amor

Além disso, também observamos o lado mais profundo da família. Como a mãe sofreu com o acontecido, como ela foi aos poucos desistindo de ter fé e como ela se arrepende de diversas atitudes quando Martin "reaparece" para a família.



Enfim, é um livro extremamente recomendado, com lindas lições. O único porém foi que o final se desenvolveu rápido demais, eu queria saber o dia seguinte, e já se passava seis meses. Mas é compreensível, pois o livro ficaria muito longo, então creio que essa foi a melhor medida adotada mesmo. É um livro cativante, emocionante e realmente comovente! Vale a pena ♥

Nenhum de nós sabe o que consegue aguentar até que nos seja pedido

Se cada um tivesse a metade do amor e da vontade de viver que Martin tem, o mundo realmente seria um local muito melhor

Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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