Resenha: Boneco de Pano (✮✮✮✮)


 Olá, leitores!

Título: Boneco de Pano
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Classificação: (★)


Boneco de Pano é, sem dúvidas, uma obra promissora do autor recém-lançado no mercado editorial, Daniel Cole. Existe uma poderosa mitologia por trás das obras policiais britânicas, consideradas, de modo geral, como de altíssima qualidade. Autores como Arthur Conan Doyle, Agatha Christie e Gilbert Keith Chesterton são apenas alguns exemplos a citar, e o grande questionamento da mídia, com relação ao livro que intitula essa resenha, é: será que Daniel Cole será capaz de adentrar o hall da fama dos autores britânicos? Seu título, Boneco de Pano, apresenta logo no início um assassinato bizarro: um corpo à la Frankenstein, composto pelas partes de outros seis corpos mutilados, é descoberto pela polícia, repousando como uma marionete logo em frente ao apartamento do protagonista da narrativa, o detetive William Fawkes (também conhecido como Wolf). Pouco depois da descoberta do monstruoso cadáver, o assassino lança um desafio à polícia: uma lista com o nome de suas próximas seis vítimas, cada uma com data de morte marcada, é enviada para a ex-mulher de William, sendo a última vítima... ele próprio. Logo, a trama gira em torno da corrida contra o tempo de Wolf e seus companheiros de Departamento para salvar as futuras e declaradas vítimas, enquanto precisam identificar as vítimas que compuseram o cadáver híbrido já encontrado e tentam ao mesmo tempo identificar o assassino. Não é uma trama simplória, mas será ela capaz de dar a Cole o título de mais novo autor “cult” da Inglaterra? Difícil dizer.


A leitura do livro é bastante fluida. O autor não se utiliza de muitos floreios de linguagem e opta por descrever cenários e cenas com um detalhamento sucinto, mas funcional. Percebe-se também uma diferença digna de nota entre a estrutura deste título e de outros títulos do gênero: enquanto nos outros a investigação é conduzida sumariamente por um único detetive (eventualmente acompanhado por um assistente), aqui a investigação se desenrola em diferentes níveis, com a participação constante de outros personagens, além de Wolf. Fica evidente desde o início da leitura o dinamismo que isso traz à narrativa. É notória também a presença de um humor negro sutil e sem muitos filtros, ao longo das cenas. Algo tipicamente inglês por si só. O uso desse humor, contudo, não destoa do tom da trama, pelo contrário: condiz totalmente com a atmosfera ligeiramente mórbida, hostil e irônica da história.

“- [...] E pode ir se preparando: depois que vocês dois entrarem naquela Sala de Interrogatórios, não têm hora para saírem de lá.- Nem mesmo uma estimativa?- Vão precisar esperar até que tenhamos absoluta certeza de que o prefeito não está correndo nenhum tipo de risco.- Fique tranquilo, levo um balde para você – disse o arrogante detetive Saunders, achando muita graça na própria piada.- Na realidade eu estava mais preocupado com o almoço – afirmou Wolf. ”

As jogadas que o autor usa para desenvolver o mistério ao longo da leitura são bastante inteligentes. Cole consegue, na medida do possível, guardar a solução do caso para o final da trama, muito embora algum leitor mais empenhado e atento possa vir a desconfiar do possível desfecho. As personagens também são razoavelmente bem desenvolvidas. Contudo, existe uma certa limitação nesse quesito, tendo em vista, por exemplo, a linguagem totalmente em terceira pessoa adotada para servir à narrativa. Não vamos muito a fundo nos pensamentos e motivações das personagens. Ainda assim, o autor consegue contornar esse empecilho com alguma desenvoltura. As personagens também são suficientemente carismáticas para que esse detalhe acabe passando batido. Cada ser que compõe a trama é bastante único, e facilmente diferenciado dos demais. Suas tramas paralelas também servem como aperitivo e fio condutor do mistério, direta ou indiretamente.

“[...] Ao passar por baixo do cordão de isolamento, olhou de relance para a estátua da deusa da Justiça que observava a tudo do alto do prédio, depois levantou o capuz do casaco e se jogou no mar de guarda-chuvas pretos, atropelado por uns e atropelando outros, indiferente à irritação de todos.Nenhuma daquelas pessoas fazia ideia do monstro que passava por elas: um lobo em pele de cordeiro.”
O problema principal acaba sendo o final. O desfecho e sua explicação acabam ficando um pouco inconsistentes ao olhar do leitor. O antagonista é construído com extrema astúcia do autor ao longo do livro, cometendo crimes e mais crimes de forma genial e ardilosa. Entretanto, a forma como seu desenvolvimento é conduzido na parte final da trama deixa a desejar. O conflito derradeiro acaba soando como uma solução um pouco forçada e conveniente demais. A impressão que se passa é que a editora obrigou o autor a cortar páginas da edição final do livro e ele precisou encurtar o fechamento do mesmo.


A despeito dos eventuais deslizes cometidos por Cole, entretanto, é inegável que a trama é realmente cativante e prende o leitor em pelo menos 80% do tempo. Concebido originalmente como um protótipo de seriado de TV, o enredo é bem pensado e planejado, e mesmo que deixe a desejar em determinados pontos, não parece deixar pontas soltas, apesar dos rumores (apenas rumores e nada mais) de uma possível continuidade da saga de Wolf em possíveis livros futuros. O que também não seria nenhuma surpresa: vindo da Inglaterra, uma nova saga de um detetive não passa do cumprimento de uma tradição. E ainda que o livro não tenha obtido, a princípio, o êxito máximo a que sua execução se propunha, continuações certamente seriam muito bem-vindas, por todo o potencial que Boneco de Pano apresenta e aproveita bem na maior parte do tempo!

Por: Isaac Duarte 

Leituras de 2017 até Junho

Olá leitores, tudo bem??

A gente sempre estabelece mestas e mais metas, certo? Justamente por isso eu resolvi compartilhar o andamento das minhas leituras do ano até o mês de Junho. A meta anual é ler cerca de 52 livros, um por semana.



Foram 13 livros lidos (vamos ter que correr nas férias hehe), que dá um saldo de 2 por mês - e mais um.

Outros livros resenhados:
Coloquei um coração ao lado dos que eu mais gostei, assim já fica de dica pra quem ainda não conferiu a resenha deles :)

E vocês, quantos livros já leram até agora?? 
Estão muito longe da meta estabelecida?


XOXO

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Resenha: O Sol também é uma Estrela (★★★★)


Olá leitores, tudo bem??

Hoje tem resenha de um dos melhores livros lidos em 2017 (já já vocês entenderão o porquê de ele não ter ganhado nota máxima). Vamos lá?!

Título: O Sol também é uma Estrela
Autor: Nicola Yoon
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: (★)


A protagonista desse livro é a Natasha (sim, meu nome), uma garota que ama ciência, é extremamente racional e só acredita em coisas comprovadas. Sua família é de origem Jamaicana e estão morando ilegalmente nos EUA. Desembocaram no país por causa de um sonho do pai da protagonista: ser ator. E, justamente por conta deste mesmo sonho, eles terão que abandonar o país - após a sua primeira peça, depois de muitos anos tentando a carreira sem sucesso, ele foi pego dirigindo embriagado e descobriram a ilegalidade da família.

E a rejeição não era uma coisa fácil. Para ser ator é necessário criar uma casca, mas a de Samuel nunca era grossa o bastante. A rejeição parecia lixa. E sua pele foi se desgastando sob o ataque constante. Depois de um tempo, Samuel não sabia direito o que duraria mais: ele mesmo ou seus sonhos.

Natasha culpa o pai por ter que deixar a sua cidade amada e acredita que não deve levar a culpa por causa dos erros dos outros. Afinal, mudar de cidade no ensino médio é complicado! Ela vê uma barreira enorme quando pensa em deixar seus amigos, sua escola, formatura e o futuro em uma boa faculdade. Por isso, resolve procurar alguém que possa ajuda-la a modificar o parecer do juiz.

Às vezes o mundo da gente balança com tanta força que é difícil imaginar que quem está ao redor não perceba também.


Outro personagem que ganha destaque no livro é o Daniel, que é totalmente o oposto de Natasha: é completamente emocional, almeja seguir os seus sonhos, quer ser poeta, é coreano e está sendo "obrigado" pelos pais a fazer audição para medicina na Yale.

É justamente no dia em que Natasha sai em busca de algum milagre - apesar de não acreditar realmente neles - pra permanecer nos EUA e Daniel vai fazer uma entrevista com um ex-estudante de Yale que a vida deles se cruzam.


No decorrer da leitura observamos como os acontecimentos e as atitudes influenciam a nossa vida, mas também a vida das pessoas que estão ao nosso redor. Uma série de fatos desembocam em um cruzamento dessas duas pessoas, e alguns outros fazem com que ele tenha a oportunidade de convidar a garota para um café. Ela, claramente não gostando muito da ideia, pondera pois é o mínimo que ela poderia fazer após o Daniel ter, literalmente, salvado a sua vida - Natasha quase fora atropelada.

O problema de se apaixonar, de cair de quatro, é que a gente não tem o controle da queda.

Durante a conversa observamos claramente a divergência de pensamentos dos dois: racional x emocional, cético x acredita no destino, etc. Assunto vai, assunto vem e a conversa desemboca em um tópico pertinente: apaixonar-se. Natasha acredita que tudo é questão de reações químicas e realmente só acredita na ciência. Daniel acha um estudo comprovado que diz que se você fizer determinadas perguntas à uma pessoa e se olharem por determinado tempo, é comprovado que se apaixonarão. E o jogo começa! Natasha não acredita, mas Daniel é insistente.

Não é possível convencer alguém a amar a gente.


Esse é o enredo do livro. Não parece ser muita coisa, mas apesar de aparentar ser maio raso, ele lida muito bem com todo o "recheio". Conhecemos a relação do pai de Natasha com a família e entendemos o lado de ambos, principalmente o motivo da protagonista nutrir um certo rancor pelo pai, a relação do Daniel com seu irmão mais velho também é bem explorada, os personagens secundários são muito bem delineados e, justamente por isso, conseguimos acompanhar - pelo menos parte - da vida da família de ambos, de um segurança que aparece no decorrer da história, uma secretária, uma segurança, um advogado, dentre outros. 


Como já foi mencionado, é um livro que aborda as consequências dos atos, o destino, o dominó de acontecimentos, relações familiares, amorosas, preconceito, o "medo" da pobreza, modelos estabelecidos e diversos outros tópicos.

Achei o livro simplesmente maravilhoso! É narrado principalmente por Natasha e Daniel, em capítulos alternados, podemos assim ver ambos os pontos de vistas. Mas volte e meia encontramos capítulos com outros narrados ou até sobre algo específico (ilustrado nas fotos do post). A linguagem é super acessível, contemporânea, fluída e cativante. Mas, depois de tantos elogios, preciso explicar pela nota 4/5... O motivo foi o final. O livro tinha TUDO e mais um pouco pra ser o melhor de 2017, mas eis que o final ataca e tira esse posto - infelizmente tenho que parar aqui pra não soltar nenhum spoiler. 


Apesar disso, eu recomendo, sim, pra todos que puderem ler. É um livro que provoca diversas reflexões, é bem rápido, rende ótimos ensinamentos e super vale a pena! E também tem grandes chances de você, leitor, gostar do final que não me cativou.


Somos capazes de grandes vidas. De uma grande história. Por que aceitar menos? Por que escolher a coisa prática, a coisa corriqueira? Nós nascemos para sonhar e fazer as coisas com as quais sonhamos.
Um último adento sobre a minha experiência em ler um livro com uma protagonista com o meu nome: demorei pra me acostumar e é ainda mais inevitável a gente acabar reparando mais com o que nos identificamos ou não. Tinha vontade de sair falando pra todo mundo "olha, está escrito 'Natasha', é o meu nome, sabia?" hehehe

Você já leu algum livro em que tinha uma personagem com o seu nome? Como foi a experiência?




Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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Lançamento: O papai é POP em quadrinhos - Belas Letras

Olá, pessoal, tudo bem??

Faz um tempão que eu não trago novidades literárias pra cá e, pensando nisso, estou aqui pra divulgar um livro super divertido que está ganhando uma nova edição!

Pra quem não conhece, os livros O papai é POP:






















Sinopse: Então, você vai ser pai. Você sabe que precisa comprar uma casa maior. Tem que ter mais espaço pra criança. Tem que ter mais um quarto no apartamento. Tem que ter um berço novo, não pode ser aquele que a vizinha se dispôs a emprestar. Então você sabe que tem que trocar de carro, com seis airbags, no mínimo, ar-condicionado de fábrica. O que o humorista Marcos Piangers descobriu ao ser pai jovem é que essas preocupações não fazem diferença nenhuma. O que vale mesmo não é pagar pela melhor creche, se você é o último a buscar seus filhos. Não é comprar os melhores brinquedos, porque as crianças gostam mesmo é das brincadeiras que não custam nada. No fundo, o que importa mesmo, como os textos divertidos e emocionantes de O Papai é Pop mostram, é você estar com seus filhos, não pensando em outra coisa, mas estar lá. De verdade.


Como você pode observar na imagem, hoje (21/06), ainda está ocorrendo a pré-venda e já amanhã, dia 22 de junho, começarão a enviar os exemplares :) 



Sinopse: Prepare-se para viver histórias simples e ao mesmo tempo extraordinárias em família, inspiradas no best-seller O papai é pop, de Marcos Piangers. Uma edição em capa dura, colorida, feita especialmente para pais e filhos que sabem que estar juntos é o melhor presente. Porque todo pai é um super-herói capaz de salvar o mundo sem ter superpoderes.

Nova roupagem, colorido e dinâmico.







Já conheciam algum dos exemplares??
Espero que tenham gostado da novidade ♥
Beijinhos

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Seleção de Filmes de Romance ♥


Olá, pessoal!! Como o próprio nome do post já disse, eu selecionei alguns filmes de romance pra combinar com o dia de hoje! Porque a verdade é essa: com ou sem namorado, os filmes de romance sempre fazem sucesso, não é mesmo? Então, vamos lá!


Quem me acompanha sabe que eu A M O um filme de romance,m então nada melhor do que indicar alguns deles no dia de hoje ♥ todos os selecionados são mais antiguinhos, tentei sair dos "comuns" geralmente mais mencionados.

Mero Acaso

Sinopse:
Laurence (Joseph Fiennes), Frank (Rufus Sewell) e Daniel (Tom Hollander) são amigos inseparáveis. Até conheceram uma bela americana, Martha (Monica Potter), recém-chegada a Londres. As confusões têm início quando os três se apaixonam pela moça.

Conheci o título através de um dos livros da Paulo Pimenta, e devo dizer que já se tornou um dos preferidos! É um filme recheado de amizade, relacionamentos, intrigas e confusões. Aborda o momento em que um relacionamento começa a interferir em uma amizade de anos. É leve, divertido e muito envolvente. Além de ter uma passagem temporal muito bacana! Mais que recomendo ♥


Muito bem Acompanhada

Sinopse:
Há 2 anos atrás Kat Ellis (Debra Messing) foi abandonada no altar. Agora sua irmã, Amy (Amy Adams), está prestes a se casar e terá como padrinho de casamento justamente seu ex-noivo. Decidida a demonstrar ter superado o abandono, Kat contrata Nick Mercer (Dermot Mulroney) como seu acompanhante no casamento.

Esse, eu já devo os créditos à minha mãe. É um dos filmes preferidos dela e se tornou um dos meus. O filme mostra um pouco dessa competição que existe dentro de uma família, mostra os limites de até onde você iria pra passar uma imagem para um ex e tudo isso recheado de surpresas e risadas! Um filme lindo que também vale o seu tempo ♥



O Amor não tira Férias

Sinopse:
Iris  (Kate Winslet) escreve uma coluna sobre casamento bastante conhecida no Daily Telegraph, de Londres. Ela está apaixonada por Jasper (Rufus Sewell), mas logo descobre que ele está prestes a se casar com outra. Bem longe dali, em Los Angeles, está Amanda (Cameron Diaz), dona de uma próspera agência de publicidade especializada na produção de trailers de filmes. Após descobrir que seu namorado, Ethan (Edward Burns), não tem sido fiel, Amanda encontra na internet um site especializado em intercâmbio de casas. Ela e Iris entram em contato e combinam a troca. Logo a mudança trará reflexos na vida amorosa de ambas, com Iris conhecendo Miles (Jack Black), um compositor de cinema, e Amanda se envolvendo com Graham (Jude Law), irmão de Iris.

Esse título eu também conheci pelos livros da Paula. Não sei nem o que falar desse sistema de troca de casas. Adoro filmes que acompanhamos mais de uma história, e esse é um deles. Um filme super divertido que nos mostra duas mulheres diferentes, com histórias diferentes. Mas algo de igual elas acabam encontrando: o amor ♥♥



Ironias do Amor

Sinopse:
Charlie Bellow (Jesse Bradford) é uma pessoa realista, que gosta de planejar as coisas antes de realizar algo. Jordan Roark (Elisha Cuthbert) é seu oposto. Logo após se conhecerem, eles se apaixonam. Juntos, enfrentam diversas situações que deveria afastá-los, mas isto não acontece. Com o tempo eles percebem que todos os indícios de que o relacionamento deles não daria certo eram falsos.

Esse filme foi o responsável por eu enterrar, com uma amiga, uma cápsula do tempo (e infelizmente não achamos até hoje, mas vamos deixar isso pra lá). Não lembro como eu o conheci, mas lembro que também foi amor à primeira vista. Ou melhor, assistida. É um filme que trata de opostos e insistência. Um filme que com certeza vai deixar os olhinhos brilhando. Mais que recomendo ♥



Enquanto você Dormia


Sinopse:
Uma solitária funcionária (Sandra Bullock) do metrô de Chicago tem fantasias sobre um passageiro habitual (Peter Gallagher) que nunca falou com ela. Um dia ele é assaltado e jogado nos trilhos do metrô. Ela o salva, mas ele fica em coma e quando ela vai visitá-lo no hospital acaba sendo confundida como a noiva da vítima. Se a situação se complica por um lado por outro ela passa a ter novamente uma família para cuidar dela, algo que não sentia há muito tempo, e ao mesmo tempo começa a se apaixonar pelo irmão da vítima (Bill Pullman).

Outro filme que o livro da Paula me rendeu. Não sei nem o que dizer dele... Apenas que você vai, sim, se emocionar, e que apenas a frase falada durante o filme "enquanto você dormia" já vale o filme inteiro! ♥



XOXO

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Frase "Diária": Toy Story


"Aconteça o que acontecer vamos estar juntos"

"Ao infinito e além"

Imagem relacionada
"Detesto tanta incerteza"

"eu a verei hoje à noite, nos meus sonhos"

Espero que tenham gostado ♥
XOXO

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Resenha: Um Menino em um Milhão (★★★★)



Título: Um Menino em um Milhão
Autor: Monica Wood
Editora: Arqueiro
Páginas: 348
Classificação: (★)


Confesso que não comecei a ler “Um Menino em Um Milhão” com grande entusiasmo. A sinopse parecia vender uma espécie de melodrama literário que particularmente não me chama muito a atenção. Mas decidi ler o livro sem grandes expectativas. E sendo bastante honesto, me surpreendi positivamente!

A trama basicamente gira em torno de um garoto de onze anos que morre, inesperadamente, por conta de uma doença extremamente rara. Seu falecimento mexe de forma brusca com a vida dos pais, e também com a vida de uma senhora de cento e quatro anos chamada Ona Vitkus (o rapaz era escoteiro e tinha a missão semanal de visita-la e ajuda-la com tarefas domésticas). Os pais do menino são separados, embora ainda exista uma conexão emocional entre eles, e o pai, que fora relativamente ausente no breve período de vida do filho, acaba assumindo a missão do mesmo e passa a acompanhar a “srta. Vitkus” – como gosta de ser chamada.



O livro aparentemente não conta com nenhum gancho de roteiro exagerado, e sua trama segue simplesmente através do cotidiano dos personagens principais. E, ainda assim, ele é capaz de prender a atenção do leitor, o que é um grande mérito. Monica Wood, autora desse belo livro, sabe trabalhar com habilidade o desenvolvimento dos personagens, assim como a conexão entre eles! Cada um deles é tão real e bem explorado, que o leitor inevitavelmente sente a necessidade de continuar sua leitura apenas para descobrir mais sobre os mesmos, por assim dizer. Também é curioso constatar que, a despeito do título da obra, é difícil encontrar um único protagonista para a mesma.

O menino, que com seu falecimento desencadeia os eventos da narrativa, é dono de uma personalidade curiosa (nos dois sentidos da palavra) e única, e o leitor vai, pouco a pouco, conhecendo mais a seu respeito. Ona Vitkus, por sua vez, é uma anciã de temperamento forte, mas também muito carismática e engraçada, com uma história de vida que eventualmente beira à melancolia e que sempre surpreende o leitor. O menino e a senhora, juntos, formam uma dupla cheia de sintonia, e seus diálogos com certeza são um ponto alto do livro.




Quinn Porter é o terceiro protagonista da trama, digamos assim. Ele é o pai do garoto, e o leitor tem a oportunidade de acompanhar as mudanças em seu caráter e no seu emocional, que ocorrem gradativamente conforme ele se aproxima de Ona, se esforça para ajudar sua ex-mulher (Belle) a superar o trauma da perda do filho e também repensa toda a dinâmica de sua relação com o menino, quando este ainda era vivo. O preciosismo da autora em delinear as mudanças que ocorrem no âmago dos personagens (alguns outros, além de Quinn) é notável, e não à toa carrega consigo uma carga dramática muito forte.

“[Ona] Essas coisas demandam tempo. Desde que a vi pela primeira vez, quis que Louise olhasse pra mim e me enxergasse. Nem que fosse uma única vez. Durante anos cultivei essa esperança como quem guarda uma joia preciosa num estojo de veludo. Isso, sim, é um amor não correspondido.”

A dinâmica que se vê na amizade que surge entre Quinn e Ona também é um fator que prende a atenção do leitor. A anciã exerce grande influência na vida do pai enlutado, e é muito bonito ver as mudanças que ambos vivem conforme a relação cresce. A amizade dos dois também rende diálogos impagáveis:  

“Ela estava com os olhos fechados. Nada se mexia no rosto, mas as faces estavam estranhamente rosadas, mais ou menos como as de certos mortos no caixão.- Desculpe, mas não vou abrir os olhos – disse Ona – vou dormir.-Não, não, não – suplicou Quinn – Você ainda tem de tirar sua carteira e quebrar aquele recorde, esqueceu? Sem falar no outro, o da vida longa. Pensa naquela fulana, Ona. A madame francesa.Ela abriu os olhos, perfeitamente lúcida.- Não falei que vou dormir pra sempre, seu bocó. Preciso de um cochilo.- Ah – disse Quinn, alegre com a resposta. – Então está bem, Ona. Tira aí o seu cochilo.”

A cereja do bolo, pode acreditar, é a temática do Livro dos Recordes. O menino é fanático por eles, e incentiva Ona a quebrar alguns, como o recorde de motorista habilitada mais velha, por exemplo. O livro é banhado por recordes em sua essência, e essa foi uma forma criativa que a autora encontrou de trazer identificação do leitor com o garoto. Monica Wood também traz uma certa dinâmica à leitura ao intercalar as formas de narrativa, mas esse detalhe eu deixo por conta da observação do(a) leitor(a) – pois explicar mais aqui poderia render spoilers desnecessários.

Infelizmente, o livro também tem um ponto baixo, que é o seu ritmo. A passagem de tempo ao longo da história parece um pouco desordenada, e isso ás vezes acaba quebrando o ritmo da narrativa. Ainda assim, não chega a ser um detalhe que tire o valor da obra. A trama conta com humor, drama, um certo nível de romance e, sobretudo, traz uma carga surpreendente de reflexões sobre a brevidade da vida, sobre o amor, sobre a velhice, sobre valorizar mais as pessoas que são importantes para nós, e sobre uma porção de outras coisas que dão ao leitor muito o que pensar. O livro é sem dúvida alguma um prato cheio para qualquer tipo de leitor, com sua proposta pacata e ao mesmo tempo tão passional. Quem quer que for a pessoa que decidir ler, terminará a leitura encarando a vida com mais... sensibilidade. Confie em mim, pois disso eu tenho certeza!

Até mais!

Resenha: A Bela e a Fera (★★★★★)


Olá leitores, tudo bem com vocês??

A resenha de hoje é de um dos livros da coleção de clássicos da Zahar ♥ - quem me acompanha no instagram sabe que eu sou apaixonada por ela! Vamos lá?!

Título: A Bela e a Fera
Autoras: Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve / Rodrigo Lacerda (apresentação)
Editora: Zahar
Páginas: 238
Classificação: 
(★★★)

Já de cara percebemos que o livro é dividido de uma forma muito bacana: primeiro encontramos um pouco da história das duas autoras, depois as suas obras - duas obras pois essa versão contém a versão clássica da história contada por Madame de Beaumont e a versão original por Madame de Villeneuve - e, por fim, a cronologia. 


A primeira parte, denominada de “apresentação”, nos mostra algumas versões anteriores e parecidas com o enredo e também uma possível teoria de que a história foi realmente baseada em fatos reais. Além de nos mostrar a trajetória de cada uma das autoras, suas características e todo um contexto histórico envolvido.

Madame Beaumont e a versão Clássica:

A primeira versão que o livro nos apresenta é a versão clássica da Madame de Beaumont: é muito parecida com o filme francês (foi inspirado nessa versão) da Bela e a Fera lançado em 2014.

O pai era rico, acabou perdendo seu dinheiro e virou camponês. Duas das filhas, extremamente mimadas e fúteis, ficam inconformadas com a nova realidade e todas as tarefas de casa se acumularam para Bela - sinto um cheiro de Cinderela. O pai acaba tendo a notícia de um possível lucro e resolve viajar para verificar. As duas irmãs pedem vestidos caros dos quais elas sentem tanta saudade e, Bela, pede apenas uma rosa, sabendo que o valor que o pai gastaria com suas irmãs não daria pra comprar mais nada. O negocio acaba não dando certo e o pai retorna pobre novamente.


 No caminho da volta, atravessando a floresta, ele avista luzes entre as árvores. Já cansado, com fome e com frio, ele resolve ir verificar. Chegando lá, ele encontra um banquete, ceia, e depois vai dormir em um dos aposentos. 

Na manhã seguinte ele encontra roupas novas no lugar das suas rasgadas e mais comida. Já descansado, resolve ir até seu cavalo pra retornar para casa, no caminho ele avista uma roseira e acaba retirando uma das flores pra levar a Bela. É nessa hora que a Fera aparece. Após o velho explicar o porquê da sua viagem e do “furto” da rosa, a Fera propõe um acordo: o camponês pode voltar para sua casa e depois retornar com algum filho(a) que se voluntariará de ficar em seu lugar como refém da Fera, ou ele mesmo terá que voltar e assumir esse posto.

Chegando em casa, Bela se sente culpa e está decidida a ficar no lugar de seu pai. Com muita relutância da parte dele, ela acaba indo.



A parte mais interessante do enredo, foi quando a Bela se deu conta de que os sentimentos que nutria pela Fera eram maiores do que uma simples amizade: na visita à casa de seu pai – que a Fera concedeu após Bela prometer que voltaria e, caso contrário, a Fera morreria -, ela encontra suas irmãs já desposadas e vivendo infelizes com seus maridos - um extremamente bonito e outro muito culto. 
Ela se dá conta de que nem beleza e nem sabedoria faz alguém feliz se não tiver virtudes. 

Então a Bela volta para a Fera e aceita o pedido que a Fera fazia todas as noites: se ela aceitava ser a mulher dele. Nesse momento ele se transforma em um belo príncipe e uma fada aparece dizendo que ela merece ter as três qualidades em um esposo – agora bonito, e já virtuoso e inteligente. Além de transformar as suas duas irmãs em estátuas, forma que elas só conseguirão sair após refletir sobre o que fizeram a vida inteira e se arrepender das suas atitudes.


Nesta versão vemos muito bem o sentimento negativo das irmãs que chegam ao ponto de se aproximar de Bela e fingir falsos sentimentos pela irmã na sua visita de prazo estabelecido, para a protagonista adiar a viagem e, consequentemente, deixar a Fera morrer. Outra coisa que fica muito evidente é a extrema bondade da Fera.

Madame de Villenueve e a versão Original:

A outra história é bem mais densa – enquanto a primeira preenche 25 páginas do livro, esta ocupa outras 174 páginas. O enredo é o mesmo, então irei citar apenas as divergências que percebi.

  • A primeira discrepância é a quantidade de filhos que o comerciante tem: enquanto na outra história eram 6 filhos - três meninas e três rapazes -, nesta são 12 - 6 homens e 6 moças.

  • Quando a Bela resolve sacrificar  sua vida pela vida de seu pai, já no castelo, encontramos uma Fera um pouco diferente da outra: nessa versão o monstro é mais seco e sucinto. Sendo esse o principal argumento que mantém os sentimentos de Bela estáticos. A protagonista afirma que não quer morrer um pouco a cada dia tendo que viver com seis palavras por noite e uma solidão constante.

  • A narração - já aparente pela diferença do número de páginas - é bem mais detalhada, além de apresentar um toque a mais de melancolia e até de poesia.


  • No fim temos uma parte em que a Fera explica tudo o que aconteceu com ela e a parte da fada muda muito: tem toda uma história por trás onde aparecem fadas boas, fadas más, um conselho das fadas, reis não conhecidos, parentescos não esperados e assim por diante. Uma figura inédita que aparece é a mãe da Fera: uma senhora um tanto quanto interesseira que demonstra isso quando descobre a origem de Bela e acaba quebrando a cara depois com algumas das revelações da fada.

 

Basicamente são essas as versões. Achei a leitura muito proveitosa, me rendeu vários conhecimentos que eu nunca nem tinha pensado – principalmente a parte da introdução inicial e a última história no momento da explicação da história das fadas. 


Recomendo a leitura pra todos, afinal, é um clássico, mas principalmente para os/as apaixonados/as por contos de fadas e romances. É um livro leve, fluído e realmente bem interessante, me surpreendeu de uma forma positiva! Além de que essa versão da Zahar é um arraso só, não é mesmo?? E o livro contém ilustrações também.


Espero que tenham gostado ♥
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4 anos de Um Novo Roteiro ♥


Simmmm! Ontem o blog completou os seus 4 anos de vida <3 nesses momentos sempre bate uma melancolia. E, para deixar registrada essa data, esses tipos de posts surgem.



O blog surgiu como um refúgio. Um refúgio de uma menina de 14 anos que não sabia muito bem lidar com a voz. Ela queria se expressar, mas preferiu criar um lugar na internet pra isso - como já tinha feito diversas vezes antes. Mas dessa vez ela queria que fosse diferente. O blog não seria criado em um dia e morreria no mês seguinte. Ela queria continuar com ele e perseguir alguns sonhos que nem a menina creditava realmente.



A caminhada foi, e é, cheia de intempéries: um cursinho que aparece no meio do caminho e causa a famosa falta de tempo, sacrificar alguns compromissos pra atualizar o blog, vontade de acabar com tudo em um dia aleatório, um pouco de vergonha vinda do além e sem motivo aparente, saber o potencial de crescimento, mas ter que se dedicar a outras coisas no momento, e receber muitos 'nãos' e continuar na ativa. E esses são só alguns dos muitos.



Mas no meio de tudo isso a gente cresce. E cresce muito! O blog sempre me acompanhou em cada momento, e em cada fase. A gente encontra milhares de outros blogs e observa a diversidade de conteúdo e de perspectivas. A gente mergulha em um mar de sensações, emoções e opiniões. Construímos amizades e relacionamentos. Uma das melhores coisas que o blog me mostrou foi um relacionamento entre editora-blogueiro e autores-blogueiro que eu não sabia existir. Claro, tem diversas faces de ambos, mas uma parceria pode ir muito mais além do que uma resenha postada e essa via de mão dupla é realmente incrível. E, no decorrer, o reconhecimento chega por formas diversas e nos momentos mais inesperados. E é maravilhoso quando isso acontece! É o que te faz continuar batalhando diariamente.



Então, se você tem um sonho/objetivo/desejo, mas ele parece meio distante, não desiste. Usa a distância pra percorrer ainda mais rápido o caminho. Vai ter obstáculo e vai ter dias que dá vontade de desistir/apagar tudo - sentimento bem comum no meio dos blogueiros. Mas se isso está te fazendo/pode te fazer mais bem do que mal, continua. Mesmo que nem você acredite muito em você mesma, saiba que tem potencial, porque a Natasha de quatro anos atrás achava muito legal as blogueiras "maiores" receberem livros do Nicholas Sparks em casa, por exemplo, mas ela não acreditava na própria capacidade pra um dia realmente se imaginar recebendo um. E olha o que já aconteceu ♥



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Isso é sempre maravilhoso <3 (para os velhos também)

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